Uma nova jornada
A privatização das telecomunicações nos anos 90 mudou o panorama do país. Se antes nos queixávamos das empresas públicas de telefonia (TELERJ, Embratel, TELESP, etc.), agora diversas empresas multinacionais surgiram para oferecer os diversos serviços de telefonia, tanto fixa quanto a novidade - na época - chamada de telefonia móvel ou celular.
Sem entrar nas questões políticas, atualmente temos um serviço meia-boca, de péssima qualidade e caro, muito caro. O dono da Claro / NET / Embratel é um dos homens mais ricos do mundo, o mexicano Carlos Slim que, ironicamente, é de um país com diversos problemas sociais e que tem como vizinho os Estados Unidos, com um presidente interessado em um muro separando os dois países.
As privatizações ocorreram também na mesma época da expansão da Internet para fora das universidades e centros de pesquisa. No início era a conexão discada que, com muita sorte, chegava aos 56 Kbps (milhares de bits por segundo). Alguns lugares experimentaram o ISDN, que ia um pouco mais rápido, de 64 a 128 Kbps. Ainda pelas linhas telefônicas tivemos a evolução do IDSN, o ADSL, que consegue velocidades até então inimagináveis, como 512 Kbps e o sonho de consumo de muita gente: a velocidade incrível de 1 Megabit por segundo.
A evolução veio e outras modalidades de acesso a internet despontaram no mercado. Internet via cabo (o mesmo usado para TV), via rádio ou via satélite para regiões mais ermas, internet pela rede de celular. Entretanto, o supra sumo da conectividade é a internet via fibra óptica. Todas essas com preços absurdos, é claro. Falaremos sobre isso em outros posts.
"Mas o que isso tem a ver com este blog?", você se pergunta. Bem, nos últimos tempos se questiona bastante a qualidade da Internet no Brasil, que somos o país do atraso e, especialmente, que fora dos grandes centros urbanos a Internet é muito ruim. A questão que este blog vai apresentar e discutir é a seguinte: precisamos ir bem longe dos grandes centros urbanos para encontrar uma Internet cara e de péssima qualidade?
Ribeirão 240p veio para provocar essas questões e mostrar, pela perspectiva de um usuário de internet banda larga, a situação complicada de quem vive em cidades sem um serviço de Internet minimamente decente.
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